terça-feira, 29 de setembro de 2020

Dia 29 de setembro - Dia Mundial do Petróleo

No dia 29 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Petróleo, data criada em homenagem a um dos recursos naturais mais estratégicos do planeta. 


Para dar a conhecer um pouco mais sobre este recurso energético, segue-se um texto adaptado duma conferência proferida pelo Dr. João Pacheco (Instituto Geológico e Mineiro).

O petróleo: definição, geração, migração, acumulação

A palavra "petróleo" usa-se, em geologia, para designar qualquer mistura natural constituída principalmente por hidrocarbonetos, quer se apresente no estado sólido, líquido ou gasoso à temperatura e pressão ambientes. Os hidrocarbonetos podem, eles próprios, apresentar-se nos três estados conforme a complexidade (e peso) das suas moléculas que depende, principalmente, do número de átomos de carbono que contêm.

A consistência (viscosidade) dos petróleos à temperatura ambiente depende da composição em hidrocarbonetos e está, de maneira geral, relacionada com a densidade: quanto maior for a percentagem de hidrocarbonetos de peso molecular elevado, maior é a densidade e viscosidade.

O petróleo é gerado nas bacias sedimentares a partir de matéria orgânica acumulada, juntamente com sedimentos inorgânicos, em ambientes deficientes em oxigénio. Esta acumulação faz-se, em geral, no fundo de lagos, lagunas ou mares com deficiente circulação da massa líquida junto ao fundo. A matéria orgânica, embora preservada da oxidação, sofre modificações resultantes de reações químicas inorgânicas e do ataque por bactérias, do que resulta a geração de algum gás (gás biogénico, gás dos pântanos) e a transformação da restante matéria orgânica em querogénio, um material rico em hidrocarbonetos sólidos muito pesados.

As rochas ricas em querogénio, em geral rochas clásticas finas (xistos betuminosos) ou carbonatos (calcários e margas betuminosas), designam-se por rochas-mãe ou rochas geradoras porque é nelas que se fará a geração do petróleo. Uma rocha-mãe deve ter mais de 0,5 a 1% de carbono orgânico sob a forma de querogénio podendo, no caso das rochas-mãe mais ricas, conter mais de 10%.

Com a continuação da subsidência da bacia sedimentar em que se deu a acumulação da matéria orgânica, esta é, gradualmente, submetida a temperaturas mais elevadas e o querogénio transforma-se, por decomposição das suas pesadas e complexas moléculas, em hidrocarbonetos mais simples, o petróleo.

A transformação começa por volta dos 50-60º C (1200 a 1500 m de profundidade, para um gradiente geotérmico normal de 3º C/100 m), dependendo do tipo de querogénio. Até cerca de 120-150º C (3500 a 4500 m) são sobretudo gerados hidrocarbonetos líquidos e algum gás. Depois dessa temperatura verifica-se, principalmente, geração de gás. Não é só a temperatura que influencia os volumes e natureza dos hidrocarbonetos gerados, mas também o tempo desempenha um papel importante, como em qualquer outra reação química. Assim, verifica-se que rochas geradoras do Paleozoico, mais antigas, iniciam a geração a temperaturas (profundidades) mais baixas e estão normalmente associadas a acumulações de gás ou de petróleo muito leve.

Para que o petróleo possa ser explorado, isto é, extraído em condições economicamente rentáveis, é necessário que esteja contido em rochas com porosidade e permeabilidade elevadas. As rochas-mãe não possuem, em geral, essas características e, por isso, o petróleo raramente pode ser extraído diretamente destas rochas. É necessário que o petróleo, após a sua expulsão da rocha-mãe, encontre condições favoráveis para migrar através de rochas mais ou menos permeáveis, geralmente num processo muito lento que pode exigir milhões de anos, até uma rocha reservatório ou armazém. A energia que impulsiona o petróleo na sua migração é a da gravidade. Por ser menos denso que os outros fluidos que impregnam as rochas, em geral água doce ou salgada, o petróleo tem tendência a subir em direção à superfície.

Todas as rochas têm poros, cavidades maiores ou menores que podem estar ou não em contacto umas com as outras. Num calcário compacto, por exemplo, o volume desses poros é insignificante: para todos os efeitos práticos a rocha é não porosa e impermeável. Ao contrário, um arenito, se for bem calibrado e contiver pouca matriz e cimento, pode ter mais de 40% do seu volume total sob a forma de poros ligados entre si, isto é, pode ter mais de 40% de porosidade e elevada permeabilidade. Uma rocha com elevada porosidade e permeabilidade pode armazenar grandes quantidades de fluido e, quando penetrada por um poço, libertará esse fluido com facilidade: diz-se que constitui uma boa rocha reservatório ou armazém. Em geral, a elevadas porosidades correspondem altas permeabilidades mas há inúmeras exceções a esta regra porque em muitos tipos de rocha os poros não estão em comunicação. As argilas são bons exemplos destas rochas: possuem elevada porosidade mas permeabilidade praticamente nula.

Os principais tipos de rocha que fornecem bons reservatório são os arenitos e os calcários depositados em ambientes de alta energia (mares pouco profundos) ou de construção biogénica (recifais). A fraturação induzida pela deformação tectónica pode conferir alguma porosidade e elevada permeabilidade às rochas afetadas dando, nalguns casos, origem a reservatórios aceitáveis. Certos tipos de alteração e erosão, como a carsificação de calcários, podem, igualmente, originar bons reservatórios.

Designam-se, na geologia do petróleo, por rochas selantes as rochas de muito baixa permeabilidade que podem constituir barreiras à migração do petróleo. Estão neste caso todas as rochas argilosas e margosas e, também, as rochas salinas.

Quando, na migração em direção à superfície, o petróleo se depara com uma barreira de permeabilidade (rocha selante), desvia-se e procura outro caminho, tal como um rio que desce em direção ao mar, embora na direção contrária. Se, no entanto, não encontra outro caminho para continuar a sua ascensão, fica retido dando origem a uma acumulação. Na analogia fluvial, seria o caso de um rio captado por uma depressão interior, dando origem a um lago.

Às disposições particulares das formações geológicas que constituem barreiras intransponíveis à migração, dando origem a acumulações de petróleo, dá-se o nome de armadilhas ou retenções. Muitas das armadilhas resultam da deformação tectónica das camadas rochosas e designam-se por estruturais. Uma das mais simples e comuns é a armadilha anticlinal na qual uma rocha armazém e uma rocha selante que a cobre, estão dobradas em anticlinal. As falhas podem, nalguns casos, proporcionar condições de retenção, quer porque o seu enchimento é suficientemente espesso e impermeável para constituir uma barreira efetiva à migração, quer porque dispõem o reservatório contra uma rocha impermeável do outro lado da falha.

Outras armadilhas comuns designam-se por estratigráficas por resultarem, essencialmente, de variações de fácies sedimentar dentro de uma mesma unidade estratigráfica. Corpos arenosos lenticulares dentro de uma unidade estratigráfica de fácies fluvial, englobados em limos e argilas impermeáveis, podem proporcionar condições de retenção.

Os recifes calcários, em geral muito porosos e permeáveis, desenvolvem-se frequentemente em locais bem definidos enquanto que, contemporaneamente, em seu redor se depositam sedimentos finos que darão origem a rochas impermeáveis. Este dispositivo estratigráfico constitui uma armadilha visto que qualquer petróleo que migre para o recife ficará impossibilitado de sair.

Adaptado de Resumo da conferência proferida a 15 de Novembro de 1999 pelo Dr.João Pacheco (Instituto Geológico e Mineiro)



 

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação

Quando o solo pede ajuda






Photo: Avijit Ghosh - Future Without Green (India)/ UNCDD Photo contest 2018.

A Desertificação é a degradação do solo em zonas áridas, semi-áridas e sub-húmidas. É causada, principalmente, por atividades humanas e variações climáticas. A Desertificação não se refere à extensão dos desertos já existentes. Ocorre porque os ecossistemas terrestres do planeta são extremamente vulneráveis à sobre-exploração e ao uso inapropriado do solos.
Pobreza, instabilidade política, desflorestação, o sobrepastoreio e más práticas de rega podem minar a produtividade dos solos.
O Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação tem como objetivo promover a consciência pública e envidar esforços internacionais de combate à desertificação. É um momento único para relembrar a todos que é possível alcançar uma solução para este problema desde que haja forte envolvimento das comunidades e cooperação a diferentes níveis.

Ainda mais especialmente nestes tempos, tendo em conta a situação da COVID-19. As ações baseadas na compreensão clara dos direitos, recompensas e responsabilidades da gestão dos solos podem ajudar a resolver as consequências da COVID-19, combatendo um dos principais motores ambientais dos surtos de doenças infeciosas emergentes. Ao mesmo tempo, o reforço da resiliência dos nossos sistemas alimentares e hídricos pode ajudar a reduzir os efeitos da pandemia na pobreza global e na insegurança alimentar. Hoje, o lema "Terra saudável = pessoas saudáveis" promovido pela Convenção de Combate à Desertificação, é mais verdadeiro do que nunca.
adaptado de https://www.un.org/en/observances/desertification-day (consultado a 15/06/2020)

domingo, 14 de junho de 2020

Dia Mundial do Vento

Dia Mundial do Vento

História do vento em 60 segundos

https://www.youtube.com/watch?time_continue=7&v=JIJ2-MkdcLg&feature=emb_logo


O Dia Mundial do Vento (Global Wind Day) foi criado em 2007, pela Wind Europe, em parceria/coordenação com o Conselho Mundial de Energia Eólica (GWEC)com o intuito de chamar a atenção para o grande potencial do vento como recurso de produção de eletricidade renovável.
Este evento mundial ocorre anualmente no dia 15 de junho e é um dia para descobrir as potencialidade e vantagens da energia eólica. Segundo o GWEC, mais de 80 países a nível mundial, têm parques eólicos em operação, que permitem reformular os sistemas de energia, descarbonizar as economias e impulsionar empregos e crescimento.


Principais vantagens da Energia Eólica:

  1. É inesgotável;
  2. Diminui a emissão de gases de efeito de estufa (GEE);
  3. Os parques eólicos são compatíveis com outros usos e utilizações do terreno como a agricultura e a criação de gado;
  4. Cria empregos;
  5. Potencia o investimento em zonas desfavorecidas;
  6. Reduz a dependência energética do exterior;
  7. Maior poupança devido à menor aquisição de direitos de emissão de CO2 por cumprir o protocolo de Quioto;
  8. É uma das fontes mais baratas de energia podendo competir em termos de rentabilidade com as fontes de energia tradicionais;
  9. Os aerogeradores não necessitam de abastecimento de combustível e requerem escassa manutenção, uma vez que normalmente só se procede à sua revisão de seis em seis meses;
  10. Excelente rentabilidade do investimento. Em poucos meses, o aerogerador recupera a energia gasta com o seu fabrico, instalação e manutenção.

A Energia Eólica em Portugal

Desde o ano 2000 tem-se vindo a verificar um crescimento contínuo das centrais eólicas em Portugal, motivado por uma aposta estratégica da política nacional e europeia nos recursos endógenos e renováveis.
A energia eólica tornou-se um recurso marcante no mix elétrico nacional, contribuindo de forma decisiva, para que as fontes de energia renovável tenham passado a ter uma expressão superior à geração a partir de combustíveis fósseis.
Desde o início do ano de 2019, as fontes de eletricidade renovável representaram 58,16% do mix de produção de eletricidade em Portugal Continental, sendo 29,33% é apenas referente à energia eólica.
O setor eólico tem contribuído de forma determinante para a economia nacional, graças ao investimento tanto de empresas nacionais como empresas internacionais a operar no país.

Curiosidades sobre a Energia Eólica

Em preparação para este dia, a Wind Europe e o GWEC, disponibilizaram no site oficial – “Global Wind Day“, alguns vídeos informativos, que explicam em 60 segundos, algumas curiosidades sobre a Energia Eólica. Veja aqui algumas dessas curiosidades.

Como é que as turbinas eólicas geram eletricidade?

Porque é que as turbinas eólicas são brancas?

Porque é que as turbinas eólicas têm 3 pás?


O que está abaixo da superfície?


domingo, 7 de junho de 2020

Agenda para os oceanos é para manter apesar da covid-19

Agenda para os oceanos é para manter apesar da covid-19


A agenda da descarbonização, a recuperação de ecossistemas, como as pradarias marinhas, ou os planos em curso sobre áreas marinhas protegidas vão manter-se, apesar da crise provocada pela covid-19, garante o ministro do Mar.

Em entrevista à Lusa a propósito do Dia Mundial dos Oceanos, que se assinala na segunda-feira dia 08/06/2020, Ricardo Serrão Santos, explicou que apesar do revés económico causado pela pandemia do novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, a “aposta na economia azul tem de se manter”.
Ainda este ano, adiantou à Lusa, devem duplicar as áreas marinhas protegidas, porque o processo está praticamente pronto. Atualmente as áreas marinhas protegidas representam entre 5 a 7% do mar português.
“Estamos a preparar-nos para chegar aos 14%, associando-lhes os planos de gestão”, disse o ministro, salientando a importância de associar ao processo os setores económicos, prevendo “muitos benefícios para a economia” ainda que os resultados (da criação das áreas) não sejam visíveis de imediato.
Para já o ministro salienta que o interregno nas economias devido à covi-19 também trouxe “alguns benefícios” para os oceanos, e diz que era importante que se fizesse uma monitorização da forma como os ecossistemas responderam a esse abrandar.
Admitindo que na questão da sustentabilidade os ecossistemas terrestres têm tido mais visibilidade, até decorrente do próprio Acordo de Paris sobre o clima, Ricardo Serrão Santos destaca que o Dia Mundial dos Oceanos tem o papel de aumentar a literacia e relevar a importância do oceano, que é o principal regulador do clima.
“O oceano que temos não é o mesmo que tínhamos antes da industrialização”, por causa dos efeitos dessa industrialização “começou a aquecer, a perder oxigénio, com impactos relevantes para a vida dos próprios oceanos, e a acidificar, com efeitos nos corais, nos peixes e nos moluscos”, lembrou o responsável.
E há depois, acrescentou, a questão dos plásticos, os 70 quilos de plástico por quilómetro quadrado, que farão do plástico o primeiro tecnofóssil do planeta.
Questionado como pode ter sido prejudicial para uma melhor proteção dos oceanos o adiamento da cimeira da ONU prevista para esta altura em Lisboa, o ministro preferiu salientar o lado positivo de, em 30 anos de agendas para o desenvolvimento sustentável, aparecer pela primeira vez um objetivo dedicado aos oceanos.
“Continuamos a discutir todas as questões e esperamos para o ano ter a conferência. Mas estão a decorrer muitos seminários relacionados com este assunto”, disse.
Ao mesmo tempo está em progresso a década da ciência dos oceanos para o desenvolvimento sustentável, que deve ser aprovada em dezembro para decorrer de 2021 a 2030, lembrou.
E para 2030 Portugal está também empenhado no compromisso mundial de se atingir os 30% de áreas marinhas protegidas. Questionado sobre se Portugal atingirá esse valor no final da década Ricardo Serrão Santos disse que os 30% são um “esforço conjunto” mas assegurou que haverá mais áreas marinhas protegidas nessa altura.
Para o Dia Mundial dos Oceanos, o governante deixa um pedido, que o mundo mude e inove na maneira como utiliza o oceano, para que não tenha que gastar no futuro muito dinheiro a recuperar e antes agir agora de forma sustentável, para não ter custos no futuro mas sim benefícios.
“Estamos a conseguir corrigir muitas coisas. Mesmo ao nível da pesca conseguimos recuperar mananciais de pescado, recuperar cetáceos. Há coisas positivas que mostram que se seguirmos no bom caminho vamos recuperar os ecossistemas”, afirmou.
O Dia Mundial dos Oceanos é assinalado todos os anos a 08 de junho por proclamação da ONU e destina-se a lembrar a importância dos oceanos na vida das pessoas. A data foi escolhida para marcar uma conferência da ONU ambiente que decorreu em 1992 no Brasil, conhecida como a “Conferência do Rio”.
O tema deste ano para o dia é “inovação para um oceano sustentável”.

Discovery channel 08 de junho de 2020

Programação especial Dia Dos Oceanos, dia 8 de junho a partir das 20h, no Discovery.



A Terra é comumente conhecida como Planeta Azul devido à alta percentagem de água aqui existente. No entanto, este tem sido um elemento bastante fustigado pela quantidade de plásticos que se acumula nos fundos, provocando um grave problema ambiental que afeta ecossistemas costeiros e oceânicos em todo o globo. Com o objetivo de alertar para esta problemática, e na data em que se assinala o Dia Mundial dos Oceanos, o Discovery vai transmitir uma programação especial com documentários que convidam a audiência a agir em prol da sobrevivência das nossas costas, mares e oceanos.
Fiel ao seu compromisso de conservação do planeta através de programas educacionais e de entretenimento, o Discovery vai estrear a 8 de junho, a partir das 20:00, três novos programas cujos protagonistas são especialistas em biologia marítima, ativistas ambientais e personalidades comprometidas com a luta pela salvação do planeta, nomeadamente o cofundador do Greenpeace, Paul Watson.

DEEP OCEAN’ A PARTIR DAS 20:05
Na primeira parte do programa, os espetadores serão levados até ao maior oceano do nosso planeta, o oceano Pacífico, e mais concretamente até à ilha da Nova Guiné, onde uma equipa de especialistas liderados por Mark Erdmann viaja até às profundezas para obter imagens espetaculares de um fundo marítimo nunca antes visto por humanos. Na segunda parte, a Grande Barreira de Coral será a protagonista. Nesta zona pode-se observar o nascimento das espécies, peixes que nadam a grande velocidade, tartarugas marinhas que dão à costa para desovar e mais de 100 variedades de corais que aqui habitam.

‘PIRATAS ECOLÓGICOS: A HISTORIA DO CAPITÃO WATSON’ ÀS 22:00
‘Piratas Ecológicos: a história do capitão Watson’ narra a história do Capitão Paul Watson, fundador do Sea Shepherd e cofundador do Greenpeace, que colocou a sua própria vida em risco numa incessante busca pela proteção dos oceanos e da vida marinha. Este programa único exibe entrevistas reveladoras com o Capitão Watson, imagens de arquivo dos dramáticos encontros do Sea Shepherd em alto mar para deter caçadores de focas em águas canadianas e de tubarões na américa central, e vídeos espetaculares na natureza subaquática.

‘THE STORY OF PLASTIC’ A PARTIR DAS 23:50

O documentário ‘The Story of Plastic’, abordará a temática da destruição do ambiente e dos abusos dos direitos humanos que ocorrem durante o ciclo de vida do plástico. Entrevistas com especialistas e ativistas na linha da frente da batalha revelam as desastrosas consequências das enchentes de produção e processamento do plástico, que asfixiam os ecossistemas e envenenam comunidades pelo mundo, contra o qual se está a erguer um movimento global como resposta. Ao longo de uma hora e meia, este especial contará com entrevistas a especialistas e ativistas como é o caso de Tiza Mafira, diretora adjunta da Iniciativa de Política Climática e de Von Hernández, membro do movimento global Break Free From Plastic (BFFP). A mensagem sobre o plástico foi controlada durante décadas pelos produtores deste material, mas agora em ‘The Story of Plastic’ vão-se expor os danos ambientais e os abusos contra os direitos humanos durante o seu fabrico e ciclo de vida.



Dia Mundial dos Oceanos

Dia Mundial dos Oceanos


A 8 de junho celebra-se o Dia Mundial dos Oceanos, decretado em 2008 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Este dia já era celebrado em inúmeros países, desde 1992, após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro. 
A necessidade de celebrar este dia prende-se com a urgência de sensibilizar o mundo para os benefícios dos oceanos para a humanidade e também com o facto de existir um dever individual e coletivo de utilizar os seus recursos de forma sustentável. As gerações futuras também vão depender dos oceanos. Os oceanos são o futuro.

Aquários, centros científicos e instituições de pesquisa, ONGs, comunidades e governos em todo o mundo mobilizam milhões de pessoas em torno de eventos grandes e pequenos que visam comemorar este dia.. 

Com o tema deste ano, ​Inovação para um Oceano Sustentável​, as Nações Unidas e vários parceiros vão celebrar o que o oceano nos oferece diariamente. Desde o oxigénio que respiramos à inspiração que move os nossos poetas.

Exposição ‘À Descoberta do Mar Profundo’ assinala Dia Mundial dos Oceanos

Exposição ‘À Descoberta do Mar Profundo’ assinala Dia Mundial dos Oceanos


07 JUN 2020 / 15:27 H




Mostra inaugura amanhã, às 15 horas, e estará patente no ‘La Vie’ até dia 22 de Junho.

Amanhã, dia 8 de Junho, data em que se assinala o Dia Mundial dos Oceanos, o Centro Comercial ‘La Vie’, no Funchal, recebe a exposição ‘À Descoberta do Mar Profundo’.
A secretária regional do Ambiente, Alterações Climáticas, Susana Prada, juntamente com o secretário regional de Mar e Pescas, Teófilo Cunha, participarão na abertura, que acontece por volta das 15 horas.
A exposição é composta por 20 fotos, um painel de abertura e uma televisão a passar um documentário, realizado no âmbito do Projeto ‘Deep ML’ e estará patente no ‘La Vie’ até ao dia 22 de Junho.
O projeto ‘Deep ML’ foi promovido pela Direção Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, realizado para documentação ‘in situ’ da presença e distribuição de lixo marinho e do seu impacto em habitats mesofóticos e profundos (50 a 1000 m de profundidade), e produção de documentário.
Foram realizados 10 mergulhos (com a duração de 4 a 6 horas cada), entre os 50 e os 1000 m de profundidade, recorrendo à utilização do submersível da Fundação Rebikoff-Niggeler.
O projeto permitiu adquirir dados científicos muito relevantes sobre as comunidades do mar profundo do litoral sul da Ilha da Madeira e sobre as pressões derivadas de atividades humanas sobre esses habitats e espécies.

































Resposta à da Adivinha Geológica 4