quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Erupção do vulcão Kilauea estabilizou dentro da sua cratera

Erupção do vulcão Kilauea estabilizou dentro da sua cratera

10:01 - 23 Dezembro 2020


   Erupção do vulcão Kilauea

A erupção explosiva que começou no passado domingo (20/12) numa cratera do vulcão Kilauea, no Havai estabilizou, embora existam algumas fissuras nas suas paredes, informou o US Geological Survey (USGS).

A erupção, que projetou colunas de fumo e fogo para o céu, foi detetada pelo Observatório de Vulcões USGS Havaiano (HVO) dentro da cratera Halemaumau, no topo do vulcão Kilauea, uma “grande depressão vulcânica em forma de bacia”, apontou este órgão no seu site.

No entanto, o USGS apontou que a erupção estabilizou dentro da cratera, embora com a presença de um “lago de lava e duas fissuras ainda ativas”.

Apesar do inesperado da erupção, nenhuma evacuação foi necessária, uma vez que a atividade vulcânica esteve confinada dentro da cratera.

Esta terça-feira (22/12) os oficiais da Defesa Civil do Havai, juntamente com os especialistas do HVO, relataram que a erupção “estabilizou dentro da cratera”, informou o canal Hawaii News Now, que transmitiu imagens na noite passada mostrando densas nuvens de fumo e detonações de fogo a projetar-se no céu noturno.

Além disso, especialistas do USGS indicaram que “fontes de lava precipitaram-se a cerca de 50,5 metros do céu alimentando um lago de lava que cresce dentro da cratera”, uma de cujas fissuras permanece muito ativa.

Da mesma forma, geólogos do USCS detetaram um terramoto de magnitude 4,4 no sul de Kilauea na noite de domingo, com o epicentro localizado a uma profundidade de 5,4 quilómetro), “mas muito fraco para desencadear um tsunami”.

https://greensavers.sapo.pt/erupcao-do-vulcao-kilauea-estabilizou-dentro-da-sua-cratera/

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Ciência na Imprensa Regional - Ciência Viva - Divulgação

 Ciência na Imprensa Regional - Ciência Viva

Textos de A.M. Galopim de Carvalho publicados no Ciência na Imprensa Regional


Não deixes de ler os textos publicados pelo Professor Galopim de Carvalho, um dos mais conceituados geólogos portugueses, em   http://imprensaregional.cienciaviva.pt/conteudos/artigos/index.asp?accao=listartigosautor&id_artigoautor=67

Mineral versus cristal

 Mineral versus cristal

05 Mai 2016 - 14h49 - 5.323 caracteres
Género: Artigos. Áreas: Geologia e Geofísica



                        Azurite

O conceito demais divulgado de MINERAL diz que, além de natural, tem de ter uma composição química suscetível de variar dentro de determinados limites e ser sólido, no sentido físico deste estado da matéria.

Neste sentido, um mineral tem de ter estrutura cristalina, isto é, um arranjo dos respetivos átomos segundo uma rede tridimensional (triperiódica) baseada num dado motivo ou malha, de forma paralelepipédica, que se repete nas três direções do espaço, estrutura essa bem definida e característica de cada espécie.

Fogem a esta regra, por exemplo, a opala, uma variedade de sílica que habitualmente é descrita como amorfa, isto é, não cristalina, o mercúrio nativo, que ocorre no estado líquido, e o vidro vulcânico, principal constituinte de rochas como a pedra-pomes ou a obsidiana.

Há pouco mais de vinte anos, a Comissão para os Novos Minerais da International Mineralogical Association (IMA), entidade credenciada para o efeito, propôs (in “The Canadian Mineralogist”, Vol. 33, pp. 689-690,1995), como nova definição de mineral, “um elemento químico ou um composto, geralmente cristalino, gerado por um processo geológico”.

Mais simples e abrangente, inclui as espécies excluídas pela anterior definição, que alguns autores referiam por mineraloides, e, até, o gelo.

Ainda que cristalinas, não são consideradas minerais as substâncias orgânicas (açúcar, mentol, cânfora e muitas outras) e inorgânicas produzidas artificialmente (sulfato de cobre, bicarbonato de sódio, iodeto de potássio e muitos, muitos outros). Hoje em dia, são muitos os chamados sintéticos, isto é, substâncias química e estruturalmente semelhantes a determinadas espécies minerais produzidas (sintetizadas) em laboratório e/ou industrialmente. O diamante, o rubi, a safira, a esmeralda ou o quartzo sintéticos não são, pois, minerais. A sua produção com fins tecnológicos de ponta é hoje uma rotina.

Por tradição, o conceito de CRISTAL implicava o carácter poliédrico (facetado) do sólido, fosse ele uma substância mineral ou orgânica, natural ou produzida artificialmente.

Tal concepção foi abandonada a partir do momento em que se tornou conhecida a estrutura íntima, à escala atómica, dos corpos no estado sólido. Assim, cristal é hoje entendido como uma porção uniforme de matéria cristalina, limitada ou não por faces planas bem definidas.

O arranjo geométrico tridimensional referido atrás é posto em evidência, entre outras manifestações, pelas faces do cristal, mas nem sempre a matéria cristalina se manifesta com a configuração de um ou parte de um poliedro.

Um grão de areia de quartzo, por mais boleado que esteja, não deixa de ser parte de um cristal. Minerais e cristais são, pois, na antiga conceção de mineral, duas realidades indissociáveis.

Vinda da Antiguidade, com destaque para as civilizações chinesa, babilónica, hindu e egípcia, através da tradição e dos textos eruditos dos clássicos gregos e latinos, a MINERALOGIA atravessou a Idade Média de mãos dadas com a Alquimia, tendo aí crescido e deixando para trás muitas das conceções fantasiosas e místicas dos escolásticos. Afirmou-se e desenvolveu-se como ciência, juntamente com a química, ao longo dos séculos XVIII e XIX, fazendo-a progredir e tirando dela o essencial do seu desenvolvimento com acentuada organização sistemática. Fez nascer, deu corpo e aprofundou uma nova disciplina científica, de cariz geométrico e matemático - a CRISTALOGRAFIA MORFOLÓGICA – de que se serviu como meio de diagnose, até às primeiras décadas do século XX. Alargou-se, depois, com a CRISTALOQUÍMICA, numa abordagem à organização espacial das redes cristalinas, em função da natureza dos elementos químicos que as constituem para, a partir daí, se irmanar com a física do estado sólido, com recurso às modernas tecnologias de análise. A mineralogia acompanha hoje o caminho da chamada, CRISTALOGRAFIA ESTRUTURAL, nova disciplina de âmbito alargado a todos os sólidos cristalinos, sejam eles inorgânicos ou orgânicos, naturais e artificiais ou sintéticos.

A par de uma mineralogia dita pura, interessada nos aspetos científicos fundamentais desenvolveu-se uma MINERALOGIA APLICADA, visando a utilização dos minerais como matérias-primas nas mais variadas indústrias e utilizações.

 

António Galopim de Carvalho


© 2016 - Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva


A.M. Galopim de Carvalho


domingo, 6 de dezembro de 2020

Centro Ciência Viva do Alviela - Carsoscópio

Centro Ciência Viva do Alviela - Carsoscópio

Que tal uma viagem incrível de 175 milhões de anos, até ao tempo em que os dinossáurios “desenharam” as suas pegadas na rocha calcária da Serra de Aire?

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Octávio Mateus - 5 MINUTOS COM UM CIENTISTA

 

Octávio Mateus - 5 MINUTOS COM UM CIENTISTA

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5 minutos com um cientista' é uma série de 26 episódios, onde 26 cientistas portugueses falam do que os inspirou e despertou para a ciência, da sua motivação para a investigação que realizam e das perguntas que os inquietam e fazem continuar a investigar. São 26 perspetivas pessoais do interesse e motivação pela ciência.

O que é que a lua mais misteriosa de Saturno nos pode ensinar acerca da origem da Vida

 O que é que a lua mais misteriosa de Saturno nos pode ensinar acerca da origem da Vida 

O Dragonfly da NASA - um helicóptero robótico projetado para saltar sobre a superfície de um corpo extraterrestre - está definido para viajar profundamente no sistema solar para explorar Titã, a maior lua de Saturno, em 2026. A cientista planetária Elizabeth "Zibi" Turtle compartilha como o estudo desta lua misteriosa, que se acredita ser parecida com a Terra primitiva, pode nos trazer mais perto de compreender a habitabilidade de outros planetas - e a origem da própria vida.

Esta palestra foi apresentada numa conferência oficial do TED e foi exibida pelos editores da TED  na página inicial.

Elizabeth "Zibi" Turtle e o Dragonfly

Acerca da oradora

sábado, 5 de dezembro de 2020

MINERAIS: IDENTIFICAR, CLASSIFICAR - Divulgação

 

MINERAIS: IDENTIFICAR, CLASSIFICAR

O gosto pela mineralogia pode nascer na escola, no seio da família ou numa visita a um museu.



Minerais Identificar Classificar

Quando: 
6 de Dezembro de 2001 a 31 de Dezembro de 2020

Esse gosto resulta quase sempre da atração despertada pela grande beleza das formas cristalinas, pelas suas cores e brilhos. Os minerais são os constituintes essenciais das rochas. Decifrar a história do nosso planeta e, mesmo a do Sistema Solar, passa por conhecer os minerais. Mas os minerais valem, também, pelo uso que deles sempre fizemos. Sobre eles assenta a vida económica e social de todos os tempos.

A exposição "Minerais: Identificar, Classificar" é uma representação da sistemática dos minerais que caracteriza cada uma das suas principais classes. Detenha-se nos conceitos fundamentais subjacentes a toda a exposição; explore algo mais acerca de cada um dos minerais: nome, composição, utilidade, origem; ou pura e simplesmente limite-se a desfrutar da imensa beleza dos exemplares expostos.

Exposição de longa duração

Resposta à da Adivinha Geológica 4