sábado, 6 de julho de 2019

Sismo de magnitude 7,1 abala Sul da Califórnia

Sismo de magnitude 7,1 abala Sul da Califórnia


Este é o segundo sismo sentido ao longo de dois dias e poderá ser o mais forte em 20 anos.



Um sismo de magnitude 7,1 na escala de Richter atingiu este sábado o Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, um dia depois de outro forte terramoto ter abalado a região. De acordo com as autoridades, há registo de “múltiplos feridos e incêndios”, assim como danos em estradas e edifícios, mas sem gravidade.
O terramoto, que ocorreu às 20h19 de sexta-feira (4h19 deste sábado, em Lisboa), seguiu-se a outro sismo de magnitude 6,4, na quinta-feira, na mesma região.
Tom Eaton, um especialista em sismos, disse ao New York Times que o abalo deste sábado parece ter ocorrido a noroeste do epicentro do tremor sentido na quinta-feira. O sismologista referiu também que o sismo registado durante a madrugada, em Portugal, terá libertado oito vezes mais energia do que o abalo de quinta-feira.
A agência dos Estados Unidos para a Geologia detalhou que o epicentro do último sismo localizou-se no deserto do Mojave, a 18 quilómetros de Ridgecrest — onde se registou a origem do sismo de quinta-feira. Desde então que tem havido várias réplicas na região.
O especialista explicou também que não parece haver relação entre os dois sismos e a falha de Santo André, a maior e a potencialmente mais destrutiva, que cruza o Golfo da Califórnia até São Francisco. 
Os especialistas em sismologia alertam para a possibilidade de réplicas e mais sismos, escreve o New York Times
A agência norte-americana Associated Press (AP) disse que o tremor abalou o centro da cidade durante 30 segundos e foi sentido em Las Vegas, a quase 400 quilómetros, e no México.
De acordo com a Southern California Edison, a principal companhia de eletricidade da região, existem cerca de 2242 residentes sem eletricidade em Ridgecrest e nas áreas envolventes.
Em Los Angeles, fontes oficiais dos bombeiros dão conta de várias falhas elétricas e de postes de energia caídos em alguns bairros, mas reportam que não foram identificados danos relevantes em infraestruturas.
No condado de San Bernardino, contudo, as autoridades dizem que o sismo deste sábado causou mais danos que o de quinta-feira. A cidade a Este de Los Angeles registou várias ocorrências de colapsos de paredes e de fundações 
Este foi o maior sismo registado no Sul da Califórnia em mais de duas décadas.


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Hora da Adivinha Geológica 6

Hora da Adivinha Geológica 6

Chegou a hora de mais uma adivinha geológica. Confere o resultado e o vencedor da adivinha anterior e tenta a tua sorte neste novo desafio.




Como Portugal e América podem entrar em rota de colisão porque o Atlântico está a “descascar”

Como Portugal e América podem entrar em rota de colisão porque o Atlântico está a “descascar”


7/5/2019, 19:24

OBSERVADOR

Um investigador português descobriu que o Atlântico está a descascar para encolher até desaparecer. É daí que vem o sismo de 1969. É a primeira vez que esse movimento é observado em flagrante no mar.

Tanto quanto sabíamos até agora, Portugal Continental não devia tremer. Pelo menos não tanto, nem tão violentamente, como aconteceu em 1755 ou, mais recentemente, em 1969. Aqui à nossa volta, o terreno não é especialmente acidentado. Ao contrário do que acontece nos Açores, que fica mesmo na fronteira entre duas placas tectónicas que se afastam ao ritmo de um centímetro por ano — a Norte-Americana e a Euroasiática —, a costa portuguesa não é atropelada por falhas sísmicas. Na verdade, é uma verdadeira planície debaixo de água. E de tão plana que é devia simplesmente estar mais sossegada.

Só que não está. Ainda há 50 anos, um terramoto de magnitude 8,0 na escala de Richter sacudiu o sul e centro do país, tornando-se no sismo mais significativo do século XX. A origem, nas coordenadas 36.01ºN, 10.57ºW, a sudoeste de Sagres, permaneceu um mistério. Olhando para as profundezas do oceano Atlântico, não se encontrava nada naquele ponto exato do planeta que pudesse desencadear um fenómeno capaz de matar 13 pessoas. Mas isso era porque as respostas se escondiam por baixo da placa tectónica. É que, afinal, ela está a “descascar”. E o Atlântico pode estar prestes a começar a encolher.


João Duarte, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, descobriu que o Atlântico começará a encolher porque assenta numa zona da crosta terrestre que começou a “descascar por baixo”. Foi isso que explicou primeiro na conferência anual da União Europeia de Geociências e depois na National Geographic. Agora, em conversa com o Observador, João Duarte descreve como ele e os colegas protagonizam uma estreia: a primeira vez que se descobriu uma anomalia desta natureza debaixo do oceano. Mais do que isso: a primeira vez que apanhamos em flagrante o momento em que uma placa tectónica começa a morrer.

O sismo de 1969 disparou numa região do oceano chamada Planície Abissal da Ferradura, uma região muito profunda mas suave e plana do Oceano Atlântico. As cartografias dos geólogos diziam que, nessa planície, não havia falhas tectónicas onde os movimentos das placas — peças que chocam, se afastam ou roçam e que compõem a superfície terrestre — acumulassem energia que, quando libertada, gerasse um sismo.

Era um enigma. Mas um enigma que se começou a desfazer quando uma equipa internacional de investigadores, da qual fazia parte João Duarte, instalou sismógrafos no mar para que, durante o ano, lhes dissessem o que estava a acontecer no fundo. Ao fim desse ano, a equipa foi reforçada com uma outra cientista que estudou os dados recolhidos aos longo de 20 anos por todos os sismógrafos, ora no mar ora na terra, nas vizinhanças do Oceano Atlântico. Como “os sismos são um som que nos permite ver o que está lá em baixo”, como descreve João Duarte, os cientistas conseguiram encontrar a ponta do problema. Havia uma “anomalia” no sítio onde o sismo de 1969 tinha nascido.


Só que este foi um daqueles casos, tão comuns na ciência, em que encontrar respostas apenas alimenta mais perguntas.
"Não conseguimos explicar essa anomalia porque não era conhecido nenhum processo tectónico que gerasse um fenómeno destes. Aquilo ficou no fundo da minha mente até me ter juntado a outro colega. Juntámos os pontos e percebemos o que se passa. A placa está a desprender-se, num processo que é conhecido nos continentes mas nunca tinha sido observado nos continentes”, descreveu João Duarte ao telefone com o Observador.
A teoria foi depois confirmada em modelos computacionais que simulavam o que estava a acontecer. Tudo bate certo.
E tudo bate certo, em primeiro lugar, porque explica a origem dos sismos muito profundos detetados naquela mesma zona: “Isso era intrigante porque a região não tinha falhas. Pelo menos, não tinha falhas que pudessem ser vistas à superfície. Por isso, em princípio, sismos destes não deviam acontecer”, começa por explicar João Duarte.
Além disso, o novo processo tectónico proposto por João Duarte coincide perfeitamente com aquilo que os cientistas prevêem que aconteça à Terra no futuro: a certa altura, o Oceano Atlântico vai começar a encolher; e, em vez de Portugal e América se afastarem ao mesmo ritmo a que crescem as unhas, vão entrar em rota de colisão até finalmente se fundirem.
"É como se placa debaixo do Atlântico estivesse a rasgar, mas na horizontal. Ponha uma mão por cima da outra e imagine que a de baixo é forçada a afundar. É isso que está a acontecer. Quando duas placas tectónicas chocam uma na outra formam montanhas. Aqui é como se estivesse a nascer uma montanha ao contrário“, descreve João Duarte em conversa com o Observador.
Isso está a acontecer porque a água está a infiltrar-se nas rochas que compõem a placa tectónica: “Como a placa está debaixo de água, ela vai-se infiltrando e enfraquecendo a parte mais superficial. Mais à tona, ela fica mais leve por estar hidratada. E a parte mais profunda permanece a ser mais densa. Essa infiltração da água vai corroendo a placa, mas a parte mais densa pode destacar-se. Por isso a parte de cima e a parte do fundo podem separar-se”, concretiza o investigador português.
Esses movimentos são os responsáveis por acumular energia nas rochas que, quando libertada, produzem os sismos violentos que assolam a costa portuguesa. Mas não só. Os oceanos nascem, crescem e morrem, mas para começarem a morrer é preciso mergulharem nas chamadas zonas de subducção. Essas zonas são regiões em que duas placas chocam, mas uma delas mergulha por baixo da outra, derretendo quando chega ao manto e destruindo-se. “É um mecanismo de reciclagem das placas. Nas zonas de subducção morrem e nos limites divergentes entre placas nascem”, resume João Duarte.
Ora, as zonas de subducção são muito difíceis de surgirem. “A litosfera oceânica é muito antiga. E quanto mais antiga é, mais densa se torna. Por isso é muito difícil de se partir“, justifica o investigador. Por baixo do Oceano Atlântico, por exemplo, a placa tem cerca de 100 milhões de anos, o que torna ainda mais difícil esse processo: “Há muito poucos sítios onde haja placas oceânicas tão antigas”, acrescenta. Só que, como a parte de cima está mais desgastada pela água e a de baixo é muito mais densa do que a do topo, ela tem tendência para afundar. Como se estivesse a pelar.
No caso do Atlântico, é provavelmente assim que está surgir uma zona de subducção capaz de destruir a placa sobre a qual ele assenta. Segundo João Duarte, “no Atlântico, a placa ainda está a crescer entre os Açores e a Islândia”:
"Mas faltava-nos descobrir como passamos do momento em que está a crescer para o momento em que começa a encolher e a morrer, ou seja, como se formará a zona de subducção que a vai consumir”, explica João Duarte. Essa descoberta acabou de ser feita. Ou seja, podemos estar assistir em flagrante ao desenvolvimento do abismo que vai consumir o oceano que banha a nossa costa.
Quando isso começar a acontecer, em vez de crescer cinco milímetros para a esquerda e cinco milímetros para a direita, o Oceano Atlântico vai começar a minguar. A costa portuguesa e a da América do Norte, ao invés de estarem cada vez mais longe uma da outra, vão passar a aproximar-se. E chegará o momento em que as duas margens se vão juntar. Mas não se preocupe: tem tempo para aproveitar o mar português. Tudo isso só deve acontecer dentro de 200 milhões de anos.


quarta-feira, 24 de abril de 2019

Sismo de magnitude 6.1 provoca vários mortos nas Filipinas

Sismo de magnitude 6.1 provoca vários mortos nas Filipinas


As Filipinas foram atingidas nos últimos dias por dois fortes sismos: o primeiro provocou 11 vítimas no norte do país. Em Manila, os arranha-céus oscilaram imenso e algumas horas depois, outro sismo atingiu o centro da cidade.

Alfredo Graça
23 ABR. 2019 - 17:15 


As Filipinas foram atingidas nas últimas horas por uma série de sismos. O primeiro sismo ocorreu a 22 de abril e teve magnitude 6.1. Atingiu o norte do país e provocou 11 vítimas. O sismo teve epicentro a cem quilómetros de Manila e hipocentro a 20 km de profundidade na região de Luzon Central.


Na capital das Filipinas, o sismo foi fortemente sentido e os arranha-céus oscilaram imenso. A água das piscinas situadas nos telhados de alguns arranha-céus escorregou para o vazio depois do forte 'abanão', originando uma cascata. Impressionantes são também as fotografias que mostram as enormes oscilações dos arranha-céus.

Posteriormente, um novo sismo sacudiu as Filipinas, desta vez mais a Sul: o novo sismo de magnitude 6.3 desta feita atingiu o centro do país, o epicentro teve lugar a 13 km da cidade de Tutubigan, enquanto o hipocentro teve profundidade de 70,2 km. A profundidade deste novo sismo provavelmente evitou mais danos.
O sismo de magnitude 6.1 que atingiu o Norte, particularmente a região de Luzon Central, causou imensos danos. De momento, já subiu para 16 o número de mortos. Durante a noite, na verdade, equipas de resgate encontraram os corpos de algumas pessoas soterrados nos destroços na província de Pampanga, a norte de Manila.

As Filipinas localizam-se numa área de elevada sismicidade devido ao choque de várias placas tectónicas. Elas dispõem-se ao longo do "Anel de Fogo" do Pacífico, o grande anel que rodeia o Oceano Pacífico, e onde a atividade tectónica provoca sucessivos sismos e erupções vulcânicas.



A importância do Dia Mundial da Terra - 22 de abril

A importância do Dia Mundial da Terra 


Comemorou-se anteontem, 22 de abril, o 49º Dia Mundial da Terra. Este dia começou a ser celebrado no ano 1970 e visa alertar a população para os riscos que a Terra está a sofrer.


Teresa Abrantes
23 ABR. 2019 - 12:21 







O Dia Mundial da Terra é celebrado todos os anos no dia 22 de abril.

Todos os anos há um tema atribuído ao Dia da Terra. Este ano o tema é: “Proteja as nossas espécies”. Foi em 1970 que o senador de Wisconsin, Gaylord Nelson, e o ativista John McConnell pediram separadamente aos americanos que participassem numa manifestação de base para protestar contra os impactos negativos de 150 anos de desenvolvimento industrial e, para sensibilizar a população e os governantes para o estado do ambiente na Terra, e consciencializá-los sobre o nosso papel na proteção do nosso mundo natural.

Como nasceu o Dia Mundial da Terra?

McConnell escolheu o equinócio da primavera, 21 de março de 1970, e Nelson escolheu o dia 22 de abril. Foi este último dia, que se segue ao Dia da Árvore, que cai na última sexta-feira de abril, que ficou marcado para celebrar o Dia Mundial da Terra.
Começou mais como um movimento político, embora hoje se tenha tornado um dia popular para muitas comunidades desenvolverem ações para alertar populações e políticos para o estado atual da Terra, tais como limparem lixo, plantarem árvores ou simplesmente organizarem reuniões para reflexão sobre a natureza e o ambiente.
É difícil acreditar hoje, mas a maior parte das pessoas não estava ciente de algumas questões ambientais graves, tais como a poluição do ar, os depósitos de lixo tóxico, utilização de pesticidas, a perda de vida selvagem, entre outros. O Dia da Terra é agora um evento global a cada ano e estima-se que mais de mil milhões de pessoas em 192 países participam no que é um dos maiores dias de ação com foco cívico no mundo.
Foi devido a iniciativas destas, criação de um Dia da Terra, bem como outras iniciativas que existem atualmente, que cada vez há mais pessoas a consciencializarem-se da necessidade de serem tomadas medidas individuais de forma a minimizar os riscos que a nossa Terra está a sofrer.

Alguns números preocupantes

Após o ano de 1970, de acordo com uma publicação do “American Museum of Natural History”, a população da Terra cresceu em 4 mil milhões de pessoas; produz-se mais do que o suficiente para alimentar toda a humanidade, mas a comida não é distribuída uniformemente, um terço da comida produzida é perdida ou desperdiçada. 







Um quarto dos recifes de corais já têm danos irreversíveis.

Segundo dados publicados pela Associação Zero, e atendendo ao tema deste ano, “Proteja as nossas Espécies”, que visa proteger espécies ameaçadas de extinção, desde 1970, em cerca de 50 anos, desapareceram 40% dos animais terrestres e há elevado risco de extinção de várias espécies.
As populações de animais marinhos também caíram 40% e das 11 mil espécies de aves no mundo mais de 4400 estão em declínio. Em 50 anos as populações de animais nos ecossistemas de água doce reduziram 75%, assim como os insetos nalguns locais do mundo. O mundo está agora perante a maior taxa de extinção, desde os dinossauros, há mais de 60 milhões de anos.
Outro dado bastante preocupante é o facto de 25% dos recifes de coral terem já danos irreversíveis. Segundo a mesma fonte, estima-se que 83% da superfície terrestre tem sofrido o impacto do Homem, desde o desaparecimento de animais ao desgaste dos recursos do planeta. A influência crescente da atividade humana na Terra e na atmosfera global tem contribuído para a existência destes números preocupantes. É urgente que o Homem viva em harmonia com a Terra.

sábado, 30 de março de 2019

Os polos magnéticos da Terra podem estar prestes a inverter-se, alertam cientistas

Os polos magnéticos da Terra podem estar prestes a inverter-se, alertam cientistas


VISÃO

02.02.2018 às 8h18

Hora da Adivinha Geológica 5

Hora da Adivinha Geológica 5

Chegou a hora de mais uma adivinha geológica. Confere o resultado e o vencedor da adivinha anterior e tenta a tua sorte neste novo desafio.


Resposta à da Adivinha Geológica 4