quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Ano Internacional do Milheto enfatiza oportunidades de um mercado sustentável

 Ano Internacional do Milheto enfatiza oportunidades de um mercado sustentável

ICRISAT/AS Rao 
Neste 2023, a ONU promove o Ano Internacional do Milheto. A decisão foi tomada na Assembleia Geral, em março passado.


FAO destaca enorme potencialidades de reforço de nutrição, da segurança alimentar, da criação de empregos decentes e das economias no mundo; agência quer influenciar líderes priorizar a produção e o comércio do grupo de cereais.

Em 2023, a ONU promove o Ano Internacional do Milheto. A decisão foi tomada na Assembleia Geral, em março passado.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, vê a oportunidade de dar visibilidade ao grupo de culturas de “grande potencial” para fortalecer a nutrição global, a segurança alimentar, empregos decentes e fortalecer economias recorrendo a esforços pela ação climática.

ICRISAT/Agathe Diama
 
O também chamado milho painço adiciona benefícios para além da nutrição


Zonas semiáridas

O também chamado milho painço adiciona benefícios que, além da nutrição, envolvem o consumidor, o produtor e o clima. O cultivo pode ocorrer em zonas semiáridas e consome menos água na irrigação.

A cultura do milheto é resiliente e feita em regime de sequeiro. Ela prospera em regiões secas e em condições de baixa fertilidade e humidade do solo. Em termos de valor nutricional, o rendimento supera a de cereais como o trigo e o arroz.

Por precisar de uma quantidade mínima de insumos e ser resistente às mudanças climáticas, a cultura do milheto é considerada uma solução ideal para os países aumentarem a autossuficiência e reduzirem a dependência de grãos importados.

O grupo de cereais abarca até 12 subcategorias diferentes, incluindo o milho painço da Guiné e o sorgo, ou milheto grande.

ONU/Lingying Wang
 
Para o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu,  a cultura ancestral tem alto valor nutricional



Adaptação às mudanças climáticas

Em regiões como a Ásia e África, estes produtos são uma importante fonte de nutrição para milhões de pessoas, fazem parte da cultura e das tradições de povos indígenas, além de apoiarem a segurança alimentar.

Para o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, a cultura ancestral tem alto valor nutricional, pode desempenhar um papel importante e contribuir nos esforços coletivos para capacitar pequenos agricultores.

Os benefícios do milheto estendem-se ao impulso ao desenvolvimento sustentável, à eliminação da fome, adaptação às mudanças climáticas, promoção da biodiversidade e transformação dos sistemas agroalimentares.

ICRISAT
 
O Ano Internacional do Milheto também quer divulgar formas de produção sustentável

Novas oportunidades

No novo ano, as atividades previstas pretendem aumentar a consciência, direcionar a atenção política para os benefícios nutricionais e de saúde do cereal e promover a adaptação para o seu cultivo sob condições climáticas adversas e em transformação.

O Ano Internacional do Milheto também quer divulgar formas de produção sustentável, destacando o potencial para oferecer novas oportunidades de mercado para produtores e consumidores.

Outra expectativa para o período, é despertar interesse entre várias partes do processo, como agricultores, jovens e sociedade civil, e pressionar governos e políticos a priorizar a produção e o comércio destes cereais.

Adaptado de https://news.un.org/pt/story/2023/01/1807552?utm_source=ONU+News+-+Newsletter&utm_campaign=f4c5044967-EMAIL_CAMPAIGN_2023_01_05_01_06&utm_medium=email&utm_term=0_98793f891c-f4c5044967-%5BLIST_EMAIL_ID%5D





sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

XIX Edição da Feira dos Minerais do AESO

 Nos dias 12 a 16 de dezembro vai decorrer na Escola Básica António Gedeão, a XIX edição da Feira dos Minerais.

Vamos todos participar e fazer deste evento mais um "sucesso minerálico".

SAUDAÇÕES GEOLÓGICAS

Hora da Adivinha Geológica 2

 Chegou mais uma Hora da Adivinha Geológica - Concurso de adivinhas na área da Geologia da Escola Básica António Gedeão - Agrupamento de Escolas a Sudoeste de Odivelas.



Certificado aluna vencedora da Hora da Adivinha Geológica 1

 A aluna Rita Duarte do 8ºC venceu a Hora da Adivinha Geológica 1. Parabéns Rita. Segue o certificado de vencedora.



Hora da Adivinha Geológica 1

 Chegou mais uma Hora da Adivinha Geológica - Concurso de adivinhas na área da Geologia da Escola Básica António Gedeão - Agrupamento de Escolas a Sudoeste de Odivelas.



terça-feira, 1 de novembro de 2022

Dia Mundial das Cidades promove mais verde, igualdade e sustentabilidade

Dia Mundial das Cidades promove mais verde, igualdade e sustentabilidade

ONU News

© Unsplash/Mike Dudin
 
Sul de Bishkek à noite, a capital do Quirguistão


Este ano, comemorações acontecerão em Xangai, na China; secretário-geral da ONU lembra que os centros urbanos geram mais de 80% do PIB global e respondem por mais de 70% das emissões de carbono.

A ONU comemorou, neste 31 de outubro, o Dia Mundial das Cidades. Desde 2014, a celebração global é realizada numa cidade diferente em cada ano. Em 2022, Xangai, na China, acolheu as celebrações com o tema "Aja localmente para se tornar global".

O objetivo é compartilhar experiências e abordagens à ação local, o que funcionou e o que é necessário para capacitar os governos locais e regionais a criar cidades mais verdes, mais equitativas e sustentáveis. A ação local é fundamental para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável até 2030.


ONU News/Ana Carmo
 
Jardim Constantino, em Lisboa, Portugal.


Cidades resilientes
Em mensagem, o secretário-geral da ONU afirma que mais da metade de todas as pessoas vivem atualmente em áreas urbanas, e que até 2050, serão mais de dois terços de habitantes. António Guterres destaca que as cidades geram mais de 80% do PIB global e respondem por mais de 70% das emissões de carbono.

Ele ressalta que “muitas cidades já estão a liderar a transição para energia renovável, estabelecendo metas líquidas credíveis e construindo infraestruturas resilientes ao clima”.

O chefe das Nações Unidas lembra que o próximo ano marca a metade do prazo para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS. Mas que, apesar disso, no lugar do progresso há retrocessos da pobreza e fome à igualdade de género e na educação.

Guterres afirma que “as consequências são dramáticas: caos climático crescente, pobreza crescente, desigualdades crescentes e muito mais.”
UN Photo/Eskinder Debebe


Ações nas cidades
Conforme o tema deste ano, o secretário-geral relembra que “as metas são globais em escopo, mas a implementação é local”. Ele disse que encoraja a todos “a trabalhar com seus governos e cidades irmãs em todo o mundo para compartilhar experiências e ajudar a aumentar a ambição.”

Para o secretário-geral, as ações que as cidades realizam localmente para criar um mundo sustentável repercutirão globalmente. E as políticas transformadoras que forem lançadas atualmente podem catalisar mudanças que salvarão vidas e meios de subsistência em todos os lugares no futuro.





quinta-feira, 27 de outubro de 2022

ONU alerta para níveis históricos de emissões de gases com efeito estufa em 2021

 

ONU alerta para níveis históricos de emissões de gases de efeito estufa em 2021

© Unsplash/Marcin Jozwiak
 
Alta anual de emissão de metano superou recorde de cerca de quatro décadas; até o ano passado, dióxido de carbono superou níveis médios da última década.

Alta anual de emissão de metano superou recorde de cerca de quatro décadas; até o ano passado, dióxido de carbono superou níveis médios da última década; para conter o aquecimento global, emissões de CO2 precisavam ser cortadas em 43% até 2030.

Os níveis atmosféricos dos três principais gases de efeito estufa atingiram novos recordes no ano passado, segundo a Organização Meteorológica Mundial, OMM.

Nesta quarta-feira, a agência da ONU  alertou para a maior alta anual nas concentrações de metano. O fenômeno registrado pela primeira vez, em 2021, nunca foi observado desde que as medições sistemáticas começaram há quase 40 anos.

© Unsplash/Ella Ivanescu Quanto ao dióxido de carbono, os níveis estiveram acima da taxa média de crescimento anual da última década durante o período em análise.

Alta da taxa média de crescimento anual
Quanto ao dióxido de carbono, os níveis estiveram acima da taxa média de crescimento anual da última década durante o período em análise. O Boletim de Gases de Efeito Estufa revela que as concentrações de CO2 no ano passado foram de 415,7 partes por milhão, ppm.

As emissões de metano chegaram a 1.908 partes por bilhão, enquanto as de óxido nitroso alcançaram 334,5 ppb.

Esses valores correspondem a 149%, 262% e 124% respectivamente quando comparados aos níveis pré-industriais. A razão para o aumento excepcional não é clara, mas parece ser resultado de processos biológicos e induzidos pelo homem.

A medição feita pelas mais de 150 estações da rede Global Atmosphere Watch da OMM mostram que esses níveis continuam em alta em todo o mundo.

Unsplash/Johannes Plenio Quanto ao dióxido de carbono, os níveis estiveram acima da taxa média de crescimento anual da última década durante o período em análise.

COP27
Entre 1990 e 2021, o efeito de aquecimento por gases de efeito estufa de longa duração subiu quase 50%, com o dióxido de carbono respondendo por cerca de 80% desse aumento.

Com o relatório, agência espera incentivar os negociadores da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP27, marcada para Sharm el-Sheikh, Egito.

A meta é impulsionar a ambição para se alcançar a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global para bem abaixo de 2º C , de preferência a 1,5 º C, em comparação com os níveis pré-industriais.

A OMM destaca que a temperatura média global está agora mais de 1,1°C acima do nível pré-industrial de 1850-1900.

Contribuições Nacionais Determinadas
Ainda esta quarta-feira, um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, Ipcc, revela que as contribuições nacionais determinadas estão levando o planeta a um aquecimento de pelo menos 2,5 º C, “um nível considerado catastrófico”.  As medidas tomadas pelos governos visam combater as emissões e mitigar as mudanças climática.

Os planos climáticos atuais mostram um aumento de 10,6%, após a estimativa de cientistas indicando que para conter o aquecimento global, as emissões de CO2 precisavam ser cortadas em 43%, até 2030, em comparação com os níveis de 2010.

O nível corresponde, no entanto, a uma melhoria em comparação com o relatório do ano passado. A medição revelou um aumento de 13,7% até 2030 e uma alta contínua das emissões após o período.

O secretário executivo da Unfcc, Simon Stiell, disse que a tendência de queda nas emissões esperada para os próximos oito anos mostra que as nações fizeram algum progresso este ano. Mas ressaltou que a ciência é clara, assim como as metas climáticas sob o Acordo de Paris, que o mundo ainda não está “nem perto da escala e do ritmo de redução de emissões necessários para nos colocar no caminho de um mundo de 1,5º C”.

Esperança
Simon Stiell ressaltou que os governos nacionais precisam fortalecer seus planos de ação climática agora e implementá-los nos próximos oito anos.

No ano passado, durante a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP26, em Glasgow, Escócia, todos os países concordaram em revisar e fortalecer seus planos climáticos. Do total de 193 nações, apenas 24 apresentaram planos atualizados às Nações Unidas.

Este desempenho é considerado “decepcionante”. Para o chefe de Mudanças Climáticas “as decisões e ações do governo devem refletir o nível de urgência, a gravidade das ameaças que enfrentamos e a brevidade do tempo que nos resta para evitar as consequências devastadoras das mudanças climáticas descontroladas.”

A boa notícia é que a maioria dos países que apresentaram um novo plano reforçou seus compromissos, demonstrando mais ambição no enfrentamento das mudanças climáticas. A UnfcceguevanmzEGUEVANE considera que esse fato é um “vislumbre de esperança”.



Resposta à da Adivinha Geológica 4